Arquivo da categoria: Câmeras Peculiares

Câmeras Peculiares – Kapsa

Hoje vamos falar um pouco sobre uma câmera genuinamente brasileira, a Kapsa. Fabricada pela D.F. Vasconcelos de São Paulo, esta câmera box de plástico, foi introduzida no mercado em 1950. Era equipada com uma lente 110 mm Vascromat, e duas lentes auxiliares,  o que conferia a esta câmera três distâncias focais: 1-2 metros, 2-8 metros e 8 metros ao infinito. O obturador trabalhava na velocidade de 1/100 de segundo e no modo B, de controle de tempo manual. O diafragma permitia três tamanhos de abertura: f22, f16 e f11. Tudo isso era controlado por um painel de metal lateral. Utilizava os filmes 120 ou 620. Era uma opção barata em relação às outras câmera box da época. O pingo vermelho que ficava localizado entre os dois viewfinders da câmera se tornou sua marca ao longo do tempo, ficando a câmera conhecida como Kapsa Pingo Vermelho. Existiam também as Kapsa com pingo azul ou verde, mas eram modelos mais simplificados.

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Câmeras Peculiares – Minox

Nos meados do século XX, qualquer espião profissional que se prezasse utilizava uma Minox como ferramenta de trabalho. Esta câmera, verdadeira obra-prima de engenharia de precisão e design para a época, foi a câmera espiã mais badalada de todos os tempos.  Idealizada por Walter Zapp, começou a ser produzida pela Valsts Eletrotechniska Fabrika, em 1937, em Riga, Letônia. Esta câmera utilizava um filme não perfurado de 9,5 mm de largura, que vinha acondicionado em um chassi. Com este filme era possível realizar 50 fotos 8 x 11 mm. Era equipada com uma objetiva 15 mm f/3.5, e obturador que trabalhava com velocidades de 1/2 a 1/1000 seg. Media 76 mm quando fechada e pesava 113g.

Fonte: Classic Cameras – Colin Harding

Câmeras Peculiares – Sutton’s Panoramic Camera

Em 1859, o inglês Thomas Sutton criaria uma câmera panorâmica bastante peculiar e bem simples de operar.  A genialidade desta câmera estava na objetiva, que nada mais era que uma esfera de vidro com o interior preenchido com água. Esta objetiva possuía um ângulo de visão de 120°, gerando uma imagem panorâmica. A segunda característica bastante peculiar desta câmera é que, para acompanhar o ângulo de visão da objetiva, a placa fotográfica também era curva, assim como seu suporte. Algo muito simples de se fazer com filmes, mas não com as placas úmidas utilizadas na época.

Fontes: The Camera From the 11th Century to the Present Day – John Wade / Classic Cameras – Colin Harding

Câmeras Peculiares – Kodak Camera

Em 1888 todo o mundo ouviu falar da Kodak, nome que inicialmente se remetia à uma simples Box Camera, e posteriormente à grande companhia de fabricação de câmeras fotográficas. O nome foi escolhido por George Eastman, o fundador da Kodak Company. Eastman adorava a letra K e queria um nome que fosse facilmente memorizado e pronunciado em qualquer idioma. A câmera, que na época de seu lançamento custava 25 dólares, vinha com filme de fábrica. Era possível realizar 100 fotos circulares de aproximadamente 6,5cm de diâmetro em cada filme. A câmera era tipo point and shot, ou seja, necessitava ao fotógrafo apenas enquadrar a foto e disparar. Suas medidas eram 165 x 95 x 82cm, o que lhe conferia a característica da portabilidade. Quando o filme acabava a câmera era levada para a fábrica onde eram reveladas as fotografias e inserido um novo filme no interior da câmera. A simplicidade do seu uso e a terceirização da revelação do filme levou a uma revolução na fotografia, popularizando o ato de fotografar. A partir daí a Kodak Company lançou várias outras câmeras e se tornou uma gigante no ramo da fotografia.

Fontes: Camera: A History of Photography from Daguerreotype to Digital – Todd Gustavson  / Classic Cameras – Colin Harding

Câmeras Peculiares

A Scénographe foi projetada em 1874, pela E. Deyrolle Fils de Paris, para ser na época a última palavra em câmera portátil leve. Para tal, a câmera foi dotada de um saco de tecido preto ao invés do fole de couro, e de peças de metal de espessura bem fina. Suportes de madeira inferior e superior de fina espessura foram usados para manter o “fole” tenso quando a câmara estivesse aberta. O apoio de madeira do “fole” da parte inferior tinha um soquete para tripé. Esta câmera não era para uso manual, tendo em vista que as placas utilizadas na época eram demasiadamente lentas, necessitando longos tempos de exposição para a obtenção da imagem.  As exposições eram controladas com a remoção e a colocação da tampa da lente. As imagens obtidas eram no tamanho 10×15 cm.

Fonte: Camera: A History of Photography from Daguerreotype to DigitalTodd Gustavson

Câmeras Peculiares

Fabricada em 1862, a Thompson’s Revolver Camera foi uma das primeiras câmeras portáteis de mão. Produzia quatro imagens circulares de 2,54cm de diâmetro em uma única placa úmida de 7,62 cm de diâmetro, tornando-se uma das pioneiras na produção de várias imagens em placas circulares. É também uma das primeiras câmeras de aparência atípica. Utilizava uma lente 40mm f /2, que inicialmente ficava posicionada na parte superior da câmera para a focalização e enquadramento da imagem. Pressionando um botão lateral a lente deslizava para baixo para a posição de realizar a tomada fotográfica. Em seguida acontecia a exposição da placa. Ao final da tomada o disco onde estava localizada a placa girava 90° para a próxima exposição.

Fontes: Camera: A History of Photography from Daguerreotype to Digital – Todd Gustavson  / Classic Cameras – Colin Harding

Câmeras Peculiares

A Royal Mail Stamp Camera foi mais um modelo de câmera para produzir múltiplos pequenos retratos em uma mesma placa. Produzida entre os anos de 1907 e 1913 pela W. Butcher & Sons na Inglaterra, esta câmera possuía 15 lentes, todas com foco fixo. A exposição da placa ocorria simultaneamente nas 15 lentes. O resultado era a formação de 15 fotos de 3/4 x 7/8 polegadas (aproximadamente 1,9 x 2,2 cm) na placa de 3 1/4x 4 1/4 polegadas.

Fonte: Camera: A History of Photography from Daguerreotype to DigitalTodd Gustavson